segunda-feira, 16 de maio de 2011

Histórias de nosso cotidiano - Beto Day







- Final dos anos de 1960 em Blumenau
Crônica de José Geraldo Reis Pfau - Publicitário em Blumenau
Lembranças da minha juventude No ano de 1965 ganhei de presente de meu pai Osmênio Pfau e meu tio Ageo Guerreiro o carro - Chevrolet Pavão - 1927 - Canadense - 4 cilindros. Naquele período quase todos os rapazes de nossa idade eram azes no volante e poucas eram as moças que dirigiam e usavam os carros (único) de seus pais para frequentar festas e passear pelas ruas da cidade no final de semana. Era um programa obrigatório gastar gasolina fazendo “footing” de carro, pra cima e pra baixo, na Rua XV de Novembro. O trecho entre uma rotatória que teve, no inicio da rua das palmeiras no Clube América, até a outra que ficada onde se localiza o relógio de flores no final da principal rua de Blumenau. Nos horários de finais de sessões do cine Busch e Blumenau. Com algumas voltinhas adicionais pela região residencial da então asfaltada Alameda Rio Branco. Na nossa geração, em torno do meio daquela década, houve uma espécie de movimento não organizado, mas de modismo, em torno da recuperação de calhambeques. Carros com características dos anos vinte que possuíam radiadores e pára-lamas externos. Era 1964 quando o roqueiro rebelde Roberto Carlos em seu disco “É Proibido Fumar” cantou “o calhambeque”. Até os Beatles num compacto duplo tinha um “fordinho” na capa com os quatro ídolos dentro. Com quinze anos se dirigia veículos na tolerância da lei. Um tio, Aggeo Guerreiro, construtor de estradas de rodagem, que executou o aterro inicial da Avenida Beira Rio, comprou um Chevrolet 1927 – caindo aos pedaços e me deu, na condição de que meu pai Osmenio Pfau pagasse a reforma. Aquela raridade, conversível, foi pintada de cor branca, quatro portas estofamento em desenho usado pelo carro Itamaraty/Willis com aplicações em madeira jacarandá, três marchas, motor quatro cilindros e fabricação canadense. Um belo exemplar. O lojista Eugenio Soutinho pai do amigo Gilson (Kiko) da Tem Tem Acessórios localizou comprou e reformou outro espetacular e potente Dodge seis cilindros, três marchas, quatro portas, 1930, que pintou de vermelho Ferrari e toldo conversível bege. Blumenau década de 1960 O então musico e depois professor Schramm adquiriu e desfilava num Ford 1929 de pintura escura e cuja característica era um adesivo na forma de uma margarida colada numa das quatro portas. Outros surgiram que certamente não consigo lembrar. Os Rufino, filhos de um tradicional juiz de Florianópolis que residiu em Blumenau, o Gilberto e o Humberto conseguiram e recuperaram um Ford 1929 coupe e desfilavam na cidade também. Ford 1929 O deles era cinza claro, rodas vermelhas e com aquele tradicional “banco da sogra”. E eles mantém a tradição com o : http://artepfauminiaturas.blogspot.com/2011/05/celeiro-do-carro-antigo-final.html - Aliás um espetáculo que destaca Santa Catarina na marcenaria automotiva mundial com seus “Woods”. Belos tempos. Arquivo de José Geraldo Reis Pfau e Adalberto Day
Leia mais em http://www.carosouvintes.org.br/blog/?p=22521 - do amigo Eurides Antunes Severo

2 comentários:

Rogério Neri disse...

Oi Pfau, belas lembranças de um tempo nem tão distante. Uns tempos depois eu trabalhava no jornal A Nação conseguí comprar um Karmann-Guia vermelho conversível. A diversão era desfilar pela rua Amazonas e Xv de Novembro, indo tomar uma coca no bar que ficava ao lado do Cine Blumenau no alto da XV.
Belas lembranças,
Rogério Neri

Paulo Roberto Bornhofen disse...

Zé,

Meu amigo, como é que uma criança como você sabe de tudo isso? Com certeza, ouviste de alguém, kkkkk.

Abraços,

Paulo R. Bornhofen